Palavra Pastoral

Published on março 20th, 2015 | by ipcf

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O Fim da Babilônia e seus Seguidores

O cantor, compositor e poeta cachoeirano Edson Gomes, mantem em seu acervo musical uma composição que descreve a Babilônia como um sistema opressor que terá como fim a destruição através do fogo. A rede globo de televisão lançou no último dia dezesseis uma novela cujo nome é Babilônia. Escrita por Gilberto Braga, João Ximenes Braga e Ricardo Linhares, tem direção de Dennis Carvalho, e chega para substituir “Império”, e ocupa o horário das 21:00 hs. A produção televisiva apresentada em horário nobre despertou a indignação de parte considerável da sociedade brasileira, pois alguns dos seus personagens apresentam comportamentos que colidem frontalmente com os valores da família. Beatriz, uma das personagens é viciada em sexo e não mede as consequências de seus atos para conseguir o que quer e utiliza seus amantes como meros objetos de prazer sexual.

A novela apresenta ainda a relação homo afetiva de dois casais; um do gênero masculino, com Marcos Pasquim e Marcello Melo Jr. nos personagens Carlos Alberto e Ivan, e outro do gênero feminino, com a consagrada Fernanda Montenegro no papel de Teresa e Nathalia Timberg contracenando Estela, um casal de idosas de cerca de oitenta anos. As celeumas e incômodos protagonizados pela nova novela das nove, não se limitam ao comportamento luxuriante e sodomita de alguns personagens, mais se estende também ao próprio nome adotado para a novela global, Babilônia.

A Babilônia é conceituada pela bíblia de estudo Oliver Tree de duas formas: 1-) Uma cidade muito famosa e grande, a residência dos reis da Babilônia, situada em ambas às partes do Rio Eufrates; 2-) Alegoricamente, Roma como a sede mais corrupta da idolatria e inimiga da cristandade. O livro do apocalipse descreve a Babilônia como segue: “Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA” (Ap. 17:5). Babilônia nas Escrituras Sagradas é sempre apresentada como fonte de oposição a Deus e seu povo. No Antigo Testamento, as cidades imorais, ímpias, pagãs e desobedientes são descritas como prostitutas, dentre elas a Babilônia. No Novo Testamento, no livro do apocalipse a Babilônia é apresentada envolvida por um mistério que os cristãos que viveram no final do primeiro século bem conheciam. Em comentário ao apocalipse, William Barclay afirma que: “A palavra grega mysterion não significa, necessariamente, algo abstruso e misterioso; o mistério é algo ininteligível para aquele que não foi iniciado, mas que pode ser compreendido com clareza uma vez conhecido o código. O mistério, neste caso, é que o nome Babilônia significa, em realidade, Roma”. Ao longo da história tem-se atribuído muitos significados para a palavra Babilônia. Alguns afirmam que a referência é literalmente à cidade de Babilônia como conhecemos no Antigo Testamento, outros atribuem o termo à igreja infiel e apóstata que se afastou das verdades do evangelho, em particular a igreja católico-romana. Contudo essas interpretações limitam demais o símbolo, algumas, porém, são partes do que indica realmente.

Uma interpretação mais abrangente, entretanto, sugere a Babilônia como o mundo com suas seduções, encantos e reservado para destruição. De fato, a Escritura é clara em apresentar a Babilônia como fonte de oposição a Deus e ao seu povo. No Antigo Testamento, percebe-se a Babilônia exercendo opressão ao povo de Deus na personificação de Nabucodonosor, que sitiou Judá e a conduziu ao cativeiro. No período neotestamentário, no final do primeiro século, quando João foi desterrado e arrebatado em espírito à ilha chamada Patmos, a fonte de opressão e representante legal da babilônia foi o imperador romano Domiciano, um homem de crueldade selvagem que perseguiu e exterminou muitos cristãos. Nos dias atuais a ideia de Babilônia como sistema de opressão e hostilidade contra os cristãos, deve ser interpretada à luz de cada contexto especifico.

Para a igreja perseguida no oriente médio e continente africano é possível se pensar no boko haram ou estado islâmico como a babilônia. Em cada continente, país, estado, município, aldeia, ou em qualquer localidade, a igreja enfrentará oposição babilônica. No Brasil, uma das grandes fontes de oposição ao protestantismo histórico é a rede globo de televisão. Suas ultimas novelas vem desafiando e afrontando os valores da família brasileira. Babilônia chegou com a proposta de intensificar o processo de sodomização da cultura brasileira. Deve-se lembrar de que todo padrão de cultura apresenta uma ideologia e não há nenhum sistema de ideias que não apresente um pressuposto. Henry Vantil, afirma que: “Cultura não é algo neutro, sem conotação ética ou religiosa. As realizações humanas não são sem propósito, mas buscam alcançar determinados fins, que são tantos bons quanto maus. Sendo o homem um ser moral, sua cultura não pode ser amoral. Sendo o homem um ser religioso, sua cultura, também deve ter orientação religiosa. Não há cultura pura, no sentido de ser neutra quanto à religião, ou sem valores éticos, positivos e negativos” (VAN TIL, 2010, p. 29, 32). Deve-se lembrar também que: “A cultura deve ser considerada não um complexo de comportamentos concretos, mas um conjunto de mecanismos de controle (…) para governar o comportamento… Todos os homens são geneticamente aptos para receber um programa, e este programa é o que chamamos de cultura” (HONÓRIO, apud LARAIA, 2011, p. 3). Portanto, não se engane, nem se deixe escarnecer, o que a globo deseja com a nova novela das nove é desconstruir os valores do casamento monogâmico e heterossexual, infundir nas mentes incautas um padrão de comportamento luxuriante e sodomita que foi a causa do juízo de Deus sobre as cidades de Sodoma e Gomorra, e exercer controle para governar o comportamento das famílias brasileiras. Diante do exposto, abra os olhos, não permita que esse lixo entre no seio da sua família, mude o canal, desligue a tevê, não afira ibope e lembre-se de que o fim da Babilônia e dos seus seguidores é a destruição, portanto: “Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes de seus flagelos” (Ap. 18:4).

Rev. Adilson Lordêlo


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