Memórias que inspiram virtudes

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Foto: Primeiro grupo de crentes da Igreja Presbiteriana de Campo Formoso batizados na Fazenda Quixaba
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“Memórias que inspiram virtudes”
Por: Adilson Carvalho Lordêlo

Um Viveiro de Crentes

A Igreja de Campo Formoso é como que um viveiro de crentes, que os obreiros ali vão semeando e depois vão cedendo mudas dessa sementeira a outros jardins de Deus por esse Brasil afora.

Durante a ausência de quase 35 anos desde que me transferi de Campo Formoso, passando pela Igreja da Bahia e vindo para Brasília, tenho visitado, de modo geral todo campo presbiteriano deste nosso grande país e tenho encontrado os frutos daquela sementeira de Campo Formoso por todos os Estados Brasileiros, desde Manaus até Porto Alegre. Como já se disse nessas lembranças que aqui ficam anotadas, o município é rico e fértil, mas a periodicidade das grandes estiagens, já famosas e conhecidas como as secas do nordeste, de tempos em tempos afugentam aquela população cuja atividade é mais vinculada à terra de plantio que se muda e desarreiga do chão o nativo e se vai transplantar em outras plagas. Mas, coisa notável, todos levam consigo não só a saudade do torrão natal, como guardam n’alma sua fé evangélica. Crentes de Campo Formoso eu os encontro em Brasília, em Goiás, em São Paulo, e especialmente em seu interior, no Paraná, em Belém do Pará, por toda a parte. E a Igreja continua lá dando testemunho do primeiro amor.

Ela tem espalhado em grande messe pelo país afora, não apenas os fugitivos das secas, mas intelectuais, e gente de profissão liberal que também se espalha pelo país afora, espalhando aquela fé, “uma vez entregue aos santos”, fé que os alcançou como uma benção imorredoira naquela tarde de março de 1909, na fazenda Alazão, no dia seguinte na Quixaba, e naquela noite das profissões-de-fé, em 29 de agosto de 1909, criando-se perante o Rev. Mac Call a Igreja que ali nasceu, para testemunho do amor de Jesus Cristo.

Minha última visita a Campo Formoso, foi em novembro de 1982, ali estive com seu atual pastor, Rev. Adel Campos, a quem recebi por profissão-de-fé, no Campo Mimoso, aos 16 de julho de 1944 e que, agora vigilante, cuidadoso e humilde, nas mãos de Deus, continua a obra do Senhor entre aquele povo de Deus naquela cidade predestinada. Foram pastores ali além dos missionários, os Revs.: – Augusto Dourado, Antônio Elias da Silva, Basílio Catalá de Castro, Eudaldo Silva Lima, Aristeu Oliveira Pires, Celso Dourado Loula, Joel Cavalcanti, Cefas Renaux, Jerônimo Rocha, Iraildo Gomes e outros.

Introdução

O período que corresponde entre 1859-1867 que marca a chegada e morte prematura do Rev. Ashbel Green Simonton, vitimado por febre amarela revela que “ele se lançou com afinco à sua missão. Metódico, operoso e perseverante, Simonton lançou em poucos anos as bases do presbiterianismo brasileiro, criando várias estruturas pioneiras: a primeira Igreja (1862), o primeiro jornal (1864), o primeiro presbitério (1865) e o primeiro seminário (1867)” (MATOS, 2010, p. 1).

Lançadas as bases do presbiterianismo nacional, como um lavrador que semeia uma minúscula semente sem a consciência do alcance do que foi plantado, os ramos de uma frondosa e imponente árvore frutífera começaram a espalhar-se vigorosamente por todas as regiões da nação brasileira. Os primeiros missionários transitaram de norte a sul e de leste a oeste, anunciando as boas novas da salvação em todos os rincões da pátria: “Simonton e seus companheiros eram todos da Igreja Presbiteriana do Norte dos Estados Unidos. Em 1869 chegaram os primeiros missionários da Igreja do sul: George Nash Morton e Edward Lane. Eles fixaram-se em Campinas, região onde residiam muitas famílias norte-americanas que vieram para o Brasil após a Guerra Civil no seu país (1861-1865). Em 1870, Morton e Lane fundaram a Igreja de Campinas e em 1873 o famoso, porém efêmero, Colégio Internacional. Os missionários da PCUS evangelizaram a região da Mogiana, o oeste de Minas, o Triângulo Mineiro e o sul de Goiás. O pioneiro em várias dessas regiões foi o incansável Rev. John Boyle, falecido em 1892. Os obreiros da PCUS também foram os pioneiros presbiterianos no nordeste e norte do Brasil (de Alagoas até a Amazônia). Os principais foram John Rockwell Smith, fundador da igreja do Recife (1878); DeLacey Wardlaw, pioneiro em Fortaleza; e o Dr. George W. Butler, o “médico amado” de Pernambuco. O mais conhecido dentre os primeiros pastores brasileiros do nordeste foi o Rev. Belmiro de Araújo César, patriarca de uma grande família presbiteriana. Enquanto isso, os missionários da Igreja do Norte dos Estados Unidos, auxiliados por novos colegas, davam continuidade ao seu trabalho. Seus principais campos eram Bahia e Sergipe, onde atuou, além de Schneider e Blackford, o Rev. John Benjamin Kolb. Rio de Janeiro, que inaugurou seu templo em 1874, e Nova Friburgo, onde trabalhou o Rev. John M. Kyle; Paraná, cujos pioneiros foram Robert Lenington e George A. Landes. Na capital paulista, o casal Chamberlain fundou em 1870 a Escola Americana, que mais tarde veio a ser o Mackenzie College, dirigido pelo educador Horace Manley Lane. No interior da província destacou-se o Rev. João Fernandes Dagama, português da Ilha da Madeira. No Rio Grande do Sul, trabalhou por algum tempo o Rev. Emanuel Vanorden, um judeu holandês. Entre os novos pastores “nacionais” desse período estavam Eduardo Carlos Pereira, José Zacarias de Miranda, Manuel Antônio de Menezes, Delfino dos Anjos Teixeira, João Ribeiro de Carvalho Braga e Caetano Nogueira Júnior. As duas igrejas norte-americanas também enviaram ao Brasil algumas notáveis missionárias educadoras como Mary Parker Dascomb, Elmira Kuhl, Nannie Henderson e Charlotte Kemper” (MATOS, 2010, pp. 1-3).

Uma história e muitos heróis da fé

As bases do presbiterianismo na Bahia foram lançadas segundo o historiador Tiago Jatobá (2011, p. 16) na segunda metade do século XIX: “Na Bahia, a missão presbiteriana chegou em 1871, com a vinda do Rev. Francis Joseph C. Schneider para Salvador. O Rev. Schneider era alemão, mas obteve cidadania norte-americana em 1832. Era formado em Letras e foi ordenado pastor em 1861. Foi o terceiro missionário enviado para o Brasil, onde veio atuar junto aos alemães de Rio Claro, mas se decepcionou com seus compatriotas e logo abandonou tal cidade, voltando a atuar novamente, porém sem permanecer por muito tempo”. Tiago ainda afirma que: “Depois, por ordem da missão, mudou-se com sua família para a Bahia onde organizou em Salvador a primeira igreja em 1872, na Rua Mangabeira, número 72, uma tarefa nada fácil, pois a Bahia era a sede do Arcebispado metropolitano e o principal centro de atuação católica do Brasil” (IBIDI, pp. 17-18).

Estabelecido o trabalho presbiteriano na capital, Schneider partiu para o recôncavo baiano, como afirma o historiador e ministro presbiteriano Rev. Gevaldo Simões: “A Igreja Presbiteriana chegou em Cachoeira no ano de 1875, através do Rev. Francis Schneider, que na época era pastor da Igreja Presbiteriana da Bahia, em Salvador. A cidade de Cachoeira no final do século XIX vivia seus dias de glória” (SIMÕES, 2015, p. 1). Com as bases do presbiterianismo lançadas na nação, a missão pioneira voltou seu olhar na segunda metade do século XIX para o nordeste, onde a divina semente havia sido lançada: “Em 1892, o presbitério do Rio de Janeiro enviou para a Bahia George Whitehill Chamberlain, que tinha em suas atividades forte ligação com a educação. Naquele mesmo ano, juntamente com a sua esposa e irmãs, fundou uma escola primária na cidade de Feira de Santana. Porém, essa escola só funcionou por três anos, em virtude da morte de dois de seus filhos: Mary Christine Annesley Chamberlain e Daniel Stwart Annesley Chamberlain, acometidos de febre amarela. Logo, a família mudou-se para a cidade de São Félix, onde a esposa do missionário, Mary Ann Annesley Chamberlain fundou um internato para meninas” (JATOBÁ, p. 17).

Voltando o olhar para a região norte do Estado da Bahia no início da primeira metade do século XX, precisamente “em 1902, o Rev. Pierce Chamberlain instalou-se com sua família na cidade de Senhor do Bonfim e passou a percorrer toda região norte do estado (Campo Formoso, Jacobina, Miguel Calmon, Canal, Morro do Chapéu, entre outras). Em 1905, o Rev. Willian Alfred Waddell (que era cunhado do Rev. Pierce Chamberlain) compra a fazenda Ponte Nova no município de Wagner, do Tenente-Coronel da guarda nacional Luiz Guimarães de Souza” (IBIDI, pp. 17-18). A sede da missão que deu provisão ao trabalho que disseminou o Evangelho da Graça na região norte do estado baiano foi à fazenda adquirida pela missão em Ponte Nova: “Localizada às margens do rio Utinga, a fazenda Ponte Nova deu o seu nome ao instituto que, inicialmente, tinha como objetivo ser uma escola agrícola. Porém, os missionários viram a necessidade de instalar uma unidade hospitalar, construindo, assim, o Grace Memorial. O Instituto Ponte Nova possuía uma grande estrutura que permitia a formação de jovens professores (as) e enfermeiras que davam assistência médica às populações que viviam afligidas pela febre amarela e o mal de chagas” (JATOBÁ. p.18).

A história do protestantismo em Campo Formoso tem em seu gênesis o esforço evangelístico do missionário Chamberlain associado ao interesse de João Francisco da Cunha Régis de aprender as Sagradas Letras: “Segundo a tradição familiar do senhor João Francisco, em certa ocasião um caixeiro passou pela fazenda Quixaba, de sua propriedade protestantismo que ficava localizada na cidade de Campo Formoso, e foi por ele interpelado se ele não teria algum exemplar da Bíblia Sagrada para vender. O caixeiro respondeu negativamente e prosseguiu sua viagem” (JATOBÁ, p. 19).

Após a instalação da base da missão em Ponte Nova e com a criação de um hospital e uma escola, o vento do avivamento inicia o seu percurso para a região do Piemonte Norte do Itapicuru, especialmente Campo Formoso. A história do protestantismo em Campo Formoso tem em seu gênesis o esforço evangelístico do missionário Pierce Chamberlain, associado ao interesse de João Francisco da Cunha Régis em aprender as Sagradas Letras. Este encontro, registrado no Eterno Decreto de Deus e produto de Sua providência, consiste no movimento embrionário que dá início ao trabalho presbiteriano em nosso município e revela como Deus em sua bondade, estabelece meios para alcançar os melhores fins: “Pela sua muito sábia providência, segundo a sua infalível presciência e o livre e imutável conselho da sua própria vontade, Deus, o grande Criador de todas as coisas, para o louvor da glória da sua sabedoria, poder, justiça, bondade e misericórdia, sustenta, dirige, dispõe e governa todas as suas criaturas, todas as ações e todas as coisas, desde a maior até a menor” (CFW, Capitulo V, sessão I). De fato, o apelo de João Francisco e revelação de interesse pelas Sagradas Letras, ecoou como um grito estridente aos ouvidos do missionário, que ao receber a informação deslocou-se em direção àquela alma sedenta. Contudo, ele não tinha consciência que entre a base da missão em Senhor do Bomfim e o encontro com o fazendeiro interessado em aprender das Escrituras, o Senhor lhe reservava surpresas: “Naquela tarde de março, ia ele, em penetração pelos municípios de Campo Formoso e Joazeiro […] Perto de Campo Formoso, entre Brejão-da-Grota e Brejão-da-Caatinga, numa fazenda pertencente a Benício Sarmento o missionário falou-lhe do Evangelho e ele aceitou” (IBIDI, p. 37).  

O Reverendo Eudaldo Lima (1985, p. 38) em sua obra “os Régis da Quixaba”, afirma que: “Foi nessa viagem do encontro de Pierce Chamberlain com Benício Sarmento que ele, em demanda de Joazeiro, alcançou já quase no pôr do sol a fazenda “Alazão” de Alexandrino da Silva Galvão […] Esse jovem casal era Alexandrino da Silva Galvão e Alexandrina de Oliveira Galvão. Os detalhes da chegada a Fazenda dos Dudus são narrados de forma empolgante pelo exímio e notabilíssimo pastor de almas, Rev. Eudaldo, como segue: “Ao cair de certa tarde de março do ano de 1909, aportou na fazenda ‘Alazão’ do Sr. Alexandrino da Silva Galvão, no interior do Município de Campo Formoso, um americano-do-norte de nome Pierce Chamberlain acompanhado de seu camarada de viagem, Cirilo Santana, montados em burros possantes” (LIMA, 1985, p. 37). Este encontro, marcado em sua narrativa pelas gentilezas dos anfitriões e mover regenerador do Espírito Santo, revela que o vento do avivamento continuava marcando e transformando vidas preciosas: “Eles acomodaram os viajantes, o melhor que lhes era possível, demonstrando serem pessoas de bom trato e de hábitos civilizados […] Depois da refeição, pediu, o missionário visitante, licença para ler uma passagem da Bíblia, sobre a vida do nosso Senhor Jesus Cristo. Finda a leitura, explicitou o visitante, o significado real e atual da obra redentora de Cristo […] O assunto lido, sendo história da Bíblia, interessou ao casal hospedeiro, e o dono da casa falou a seu hóspede a respeito de um compadre seu que morava dali a quatro léguas, o Sr. João Francisco da Cunha Régis […] e alvitrou que no dia seguinte quando o missionário seguiria para Joazeiro passasse pela fazenda QUIXABA para um encontro com o seu compadre. […] Em lá chegando, foram recebidos com aquela fidalguia própria de Régis e Galvão […] Então a Bíblia surgiu em cena e se verificaram a justeza e igualdade de suas doutrinas e de sua história. E nessa comparação, a pessoa de Jesus Cristo centralizou a palestra e Seu nome bendito foi glorificado e os corações se penetraram de especial emoção e almas se redimiram pelo poder da Palavra e inspiração e presença do Espírito de Deus” (LIMA, p. 38).

Esta viagem missionária ainda não havia se encerrado, a obra redentora que marcou inicialmente Benício Sarmento no encontro com Chamberlain, continuada na experiência de conversão do jovem casal Alexandrino da Silva Galvão e Alexandrina de Oliveira Galvão, ganharia espaço e notabilidade na experiência dos Régis: “Ao partir da Quixaba foi Chamberlaim acompanhado de João Francisco da Cunha Régis e uma comitiva de parentes, que o levaram à fazenda “Fortaleza” casa da família Régis, onde viviam seus irmãos, a quem ele queria, fosse comunicada a mensagem da graça divina e do amor de Deus em Cristo” (IBIDI, p. 39). O historiador Alderi Matos, conta-nos que: “O coronel Regis também chamou os parentes das fazendas Fortaleza, Alazão e arredores, formando-se um grande acampamento. O missionário realizou reuniões que duravam o dia inteiro, ensinou hinos e formou classes bíblicas” (JATOBÁ apud MATOS, 2011, p. 28).

O final da primeira etapa desta empolgante história de evangelização e missões na região norte do Estado Baiano, encerra-se com o regresso do missionário a sua base em Senhor do Bonfim: “Retornando a sua base missionária, comunicou Pierce Chamberlain a seus colegas o relato dessa sua viagem e lhes fez cientes de que os campos estavam brancos, para a ceifa, naquela região distante nos municípios de Campo Formoso e Joazeiro” (LIMA, p. 39).

È na segunda etapa desta viagem missionária, que surge em cena aquele que se tornou o fundador do trabalho presbiteriano em Campo Formoso e o primeiro pastor da Fazenda Quixaba: “Assim para lá viajou o missionário Henry Mac Call e ali chegando viu os efeitos da graça divina naquelas vidas. Nessa viagem Mac Call recebeu por profissão de fé e batismo as seguintes pessoas nascidas de novo: João Francisco da Cunha Régis, o patriarca da família e Joaquina de Oliveira Régis sua esposa; Alexandrino da Silva Galvão e Alexandrina de Oliveira Galvão, sua esposa; Rosalvo da Cunha Régis, Isaura da Cunha Régis, Durval da Cunha Régis, Bertholino da Cunha Régis e Guiomar da Cunha Régis” (IBIDI, p. 39).

Eudaldo ainda afirma que: “O missionário, porém, descobriu aquele precioso filão da fé salvadora e deu tal atenção àquela família. Assim é que empreendeu nova viagem, para lá, no ano seguinte e já em 2/10/1910 recebia ali novos membros da família, por profissão de fé e batismo, as seguintes pessoas: Aníbal Oliveira Régis, Arthur Oliveira Régis, Ana Rodrigues da Silva, Antônio Ferreira da Silva, Antônia Souza Menezes e João Francisco Menezes. Sendo que na fazenda Fortaleza em 29/09/1910 recebera já pelo mesmo ato de profissão de fé e batismo: Maria Francisca Nunes da Cunha, Ana Isaura da Cunha Melo, Umbelina Nunes da Cunha, Elvira Nunes da Cunha, Joaquim Nunes da Cunha e Ana Nunes da Cunha. Foi com esses elementos que se viria a organizar a Igreja Presbiteriana de Campo Formoso” (LIMA, pp. 39-40). 14

Iniciado os trabalhos eclesiásticos, imediatamente surge em seu estado embrionário, e como aparelho ideológico da Igreja, o Colégio Americano, como ficaram conhecidas historicamente as escolas fundadas por missionários protestantes no Brasil: “João Francisco da Cunha Regis que chegou a cursar o ‘Ateneu Baiano’, com as dificuldades causadas pelas distâncias naqueles tempos, tinha n’alma o grande anelo de fazer os filhos estudarem. Assim é que ao professar sua fé, encareceu perante o Rev. Mac Call, a necessidade de uma professora ali em sua fazenda, para seus filhos e os dos seus trabalhadores e vizinhos […] Mac Call, por sua vez, cumpriu o prometido e lhes trouxe a professora esperada na pessoa da moça recém-formada em Ponte Nova, a Srta. Adélaide Guanais de Lima de linhagem dos evangélicos da América Dourada” (IBIDI, p. 40). O registro dessa história através do Rev. Eudaldo na obra “os Régis da Quixaba” (1985, p. 55), acerca do início das atividades da escola na fazenda, descreve certo conhecimento de João Francisco de uma cosmovisão que surgiu no século XVI com o movimento de reforma religiosa na Europa: “A escola iniciada na Quixaba em 1911 foi o sonho realista de João Francisco da Cunha Régis, como se estivesse ele bem consciente daquele binômio celebre dos reformadores do século dezesseis: A ESCOLA AO LADO DA IGREJA” (IBIDI, p. 55). O historiador Tiago Jatobá (2013, p. 36) afirma que: “Além de ministrar a instrução formal às crianças da fazenda Quixaba, a professora tinha a missão de ‘influenciar’ os alunos a se converterem a nova confissão religiosa”. De fato, este foi o ideal dos reformadores e encontrou adesão dos pioneiros das escolas vinculadas às Igrejas Protestantes no Brasil. A visão no estabelecimento de tais instituições, não se limitou a oferecer educação de excelência, mais de forma especial, as boas novas da salvação juntamente com os saberes necessários para a emancipação e profissionalização dos sujeitos inseridos no processo ensino/aprendizagem. Este projeto embrionário do Colégio Americano na Fazenda Quixaba durou dois anos e foi transferido para a sede do município: “Lá pelo ano de 1913 a Escola Americana transferiu-se da Quixaba para a então Vila de Campo Formoso […] e teve a professora Florentina Lessa sua professora e diretora” (LIMA, p. 66).

Estabelecida às bases do presbiterianismo em Campo Formoso, que de forma embrionária tem o seu gênesis na região da caatinga na Fazenda Quixaba, após o período de dois anos, a escola agregada ao primeiro grupo de crentes na zona rural foi transferida para a sede do Munícipio: “Lá pelo ano de 1913 a Escola Americana transferiu-se da Quixaba para a então Vila de Campo Formoso […] e teve a professora Florentina Lessa sua professora e diretora” (LIMA, p. 66). A transferência de domicílio do embrionário colégio americano é vista como uma imposição decorrente da enfermidade da professora Adélaide Guanais de Lima, a precursora da docência no colégio, e resposta de oração, do esforço intelectual e visão de João Francisco da Cunha Régis, que desejou prover educação de excelência para os filhos, parentes e agregados. O desenvolvimento histórico do incipiente projeto da escola revela-nos o exercício da providência de Deus no engajamento daquelas que foram Seus instrumentos para a continuidade e expansão das estacas do colégio. Após o período de serviço prestado pela professora Florentina, entra em cena na história do Colégio Americano, cujo funcionamento já se operacionalizava na Vila de Campo Formoso, a professora Sancha dos Santos Galvão: “Chegamos a Campo Formoso no dia 26 de maio de 1917 […] Havia algumas pessoas que estavam lá à nossa espera o Sr. João Francisco Régis, pai de numerosa família e contraparente dos Galvão estava lá a minha espera […] Ele já havia levado uma moça de Ponte Nova para ensinar aos seus filhos na fazenda. Era ela muito minha amiga. Chamava-se Adelaide Guanais e adoeceu depois de dois anos e teve de voltar. Com a abertura da escola ali em Campo Formoso, acharam que seria mais conveniente virem, quando não todos, uma parte da família com as crianças para a escola” (JATOBÁ, apud GALVÃO, pp. 39-40). O período de sete anos do exercício de docência da professora Sancha Galvão, ficou marcado pela expansão do projeto, revelado no chamado de uma professora auxiliar: “Em Campo Formoso ensinei sete anos […] Procurei uma moça para me ajudar na escola. Encontrei uma que já havia lecionado em lugarejos. Moça crente, muito boa […] Esta moça foi muito útil, ensinou muitos anos. Chamava-se Julieta” (GALVÃO, pp. 88, 90).

A década de vinte do século passado ficou marcada na história da Igreja Presbiteriana de Campo Formoso, como o período de sua organização enquanto Igreja e da vinculação estrutural do seu aparelho ideológico, a Escola Americana. A professora Sancha Galvão (1993, p. 88, 90) em sua obra “Saudosas memórias – memória da vida de uma professora evangélica no sertão do Brasil” – narra desta forma a organização da congregação em Igreja, a chegada do seu primeiro pastor e mudança na direção do colégio: “A congregação de Campo Formoso foi emancipada; passou a ser igreja, com o seu pastor. O pastor mandado para lá foi o Rev. Augusto Dourado, casado com D. Josefina […] Fiquei satisfeita em entregar a escola a Josefina; ela continuou estimulando o povo a educarem seus filhos” (IBIDI, p. 94). Este período, cujos relatos dos anais da história da igreja revelam muitas conversões, também ficou marcado pela violência na zona rural, especialmente no sertão nordestino. Tiago Jatobá (2011, p. 21) nos conta que: “O início do século XX, período em que ocorreram tais conversões, foi marcado na região pelo clima de insegurança, devido às constantes ameaças trazidas pelas passagens dos grupos dos cangaceiros e também da coluna Prestes2. As famílias Regis e Galvão viviam isoladas no interior do município e, por temerem por sua segurança, decidiram se mudar para a sede do município […] Em 21 de janeiro de 1924, foi organizada a primeira igreja na sede da cidade de Campo Formoso, na rua José Gonçalves, conhecida como a rua do cais, tendo como pastor o Rev. Augusto da Silva Dourado, que era membro de outro grupo presbiteriano de América Dourada […] No mesmo prédio da igreja funcionava também a escola que veio transferida da fazenda Quixaba, onde continuaram estudando os filhos daquelas famílias e crianças de outras famílias daquela localidade”.

O primeiro grupo de crentes da Igreja Presbiteriana de Campo Formoso, não foi poupado deste período de violência na zona rural do sertão baiano, o Rev. Eudaldo Lima (1985, p. 58) nos conta que “os bandidos passaram pela Quixaba, encontrando somente, em casa, o velho João Régis que lhes deu alimento que tinha, ovos e rapadura, como ofereceu ao chefe Lampião, dois livros; um Novo Testamento e uma vida de Cristo de Stalker, traduzida em português. O velho João Régis soubera da entrada dos bandidos na região, mandara a família para cidade e, sozinho, os esperou. Eles pediram dinheiro que não conseguiram, mas se alimentaram e partiram pois a polícia lhes vinha no encalço; ai, foi que, ao atravessarem os bandidos à ferrovia, depararam com aquele ‘gringo de Bíblias’ [Frederico Johnson] e o deixaram em paz”. De fato, os meios que o Senhor utiliza para a execução do seu decreto são muitas vezes estranhos aos olhos do Seu povo. A chegada do primeiro missionário em Quixaba ocorreu pelo agenciamento de um caixeiro, que levou a informação do interesse de certo fazendeiro em adquirir uma Bíblia; a chegada do colégio a Vila de Campo Formoso através da enfermidade da primeira professora; e a transferência e consolidação da igreja na sede do município através de dois grupos que na década de vinte do século passado promoveram muitos males a sociedade brasileira. Acerca dessas ocorrências, por vezes estranhas as nossas agendas e prioridades é importante recordar o que nos ensina a Confissão de Fé de Westminster: “Pela sua muito sábia providência, segundo a sua infalível presciência e o livre e imutável conselho da sua própria vontade, Deus, o grande Criador de todas as coisas, para o louvor da glória da sua sabedoria, poder, justiça, bondade e misericórdia, sustenta, dirige, dispõe e governa todas as suas criaturas, todas as ações e todas as coisas, desde a maior até a menor” (Capitulo V, Seção I). Esta seção de nossa confissão ensina: 1-) “Que Deus, havendo criado as substâncias das quais todas as coisas são formadas do nada […] continua a mantê-las vivas e na posse e exercício dessas propriedades durante todo o período de sua existência; 2-) Que Deus dirige todas as ações de suas criaturas segundo suas respectivas propriedades e relações; 3) Que seu providencial controle se estende a todas as suas criaturas e a todas as relações delas, de todo gênero; 4-) Que seu providencial controle é em todos os aspectos a consistente execução de seu eterno, imutável e soberano propósito; 5-) Que o fim último de sua providência é a manifestação de sua própria gloria” (HODGE, A. 1999, pp. 131-132). A compreensão da providência de Deus na execução do plano da Redenção em nosso Município é de vital importância para a apreensão dos detalhes na implantação e consolidação da Igreja Presbiteriana de Campo Formoso e do Colégio Presbiteriano Augusto Galvão. Os relatos históricos que compõem esta pesquisa nos remetem ao ensino paulino: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm. 8: 28).

Consolidação das estruturas atuais

De fato, os detalhes e condução da dinâmica do trabalho revelam como a graça de Deus foi abundante na implantação das instituições presbiterianas em Campo Formoso, como se vê no período de consolidação das agências do Reino de Deus neste município: “Entre o pastorado do Rev. Augusto Dourado e Basílio Catalá de Castro nesse campo, passou por um período de cerca de dez meses, a serviço do mesmo, o Rev. Antônio Elias da Silva, de cujo trabalho se tem escassos dados […] Em 1932 assumiu o pastorado do campo, o Rev. Basílio Catalá de Castro com residência em Bonfim e em 1936, transferiu-se o Rev. Basílio para a capital a trabalhar junto ao colégio ‘Dois de Julho’, onde criou e instalou a Igreja Presbiteriana do Salvador. Assim, o vasto campo incluindo Bonfim e Campo Formoso, ficou sem assistência pastoral. Em janeiro de 1940, o presbitério recebeu um novo obreiro […] Eudaldo Silva Lima, que por 11 (onze) anos pastoreou o campo, abriu novos núcleos ao longo da ferrovia e veio a ser no setor educativo, o fundador e primeiro Diretor do ‘Colégio Augusto Galvão” (LIMA, 1985, pp. 81-82).

A década de quarenta do século passado ficou marcada como a “década de ouro”, já que foi neste período, sob o pastorado do Rev. Eudaldo Lima que se erigiu o novo templo e foram lançadas as bases estruturais do Colégio Presbiteriano Augusto Galvão: “No ano de 1945, terminamos a construção de nosso vitorioso e confortável Templo Presbiteriano, à entrada da rua principal da cidade” (LIMA, 1985, p. 69). A história revela que “1945 foi denominado como ‘o Ano do Templo’ que foi inaugurado no dia 14 de Janeiro em reunião do Presbitério Bahia-Sergipe, que registrou em ata o que segue: ‘O Presbitério Bahia-Sergipe resolve manifestar a sua exultante satisfação pela grande e admirável obra realizada pelo Rev. Eudaldo Lima e a Igreja C. P. de Campo Formoso, concretizada na construção do novo e majestoso Templo nesta cidade surpreendentemente NUM ANO. Completamente acabada com todas as exigências e requisitos modernos de conforto como exige e merece o culto ao nosso Deus, lançando um voto de admiração e louvor ao pastor e sua sincera gratidão pelo magnifico trabalho espiritual, social e material que aqui encontrou, recomendando o conjunto dessa grande obra como modelo digno de ser imitado pelas suas Igrejas jurisdicionadas e um impulso ideal de evangelização e de cultura espiritual para todos os anglos e recantos da Pátria Grande” (LORDÊLO, apud LIMA, 2017, p. 1).

De fato, as narrativas que revelam a consolidação do trabalho presbiteriano no município de Campo Formoso, mostram que o vigor, determinação e visão avantajada dos pioneiros, tomaram profundamente os sentidos dos seus sucessores que a continuidade do trabalho seguiu os mesmos passos inspiradores: “O Ginásio Augusto Galvão é o estabelecimento de ensino ginasial pioneiro na cidade de Campo Formoso […] As primeiras providências ocorreram lá pelos idos de 1945 e 1946 e, finalmente, na primeira segunda-feira de março de 1947 o reverendo professor Basílio Catalá de Castro, proferiu a aula inaugural que foi o marco inicial do funcionamento do Ginásio” (JATOBÁ, apud FREITAS, 2013, p. 37).

Os relatos históricos de implantação do CPAG revelam detalhes da providência de Deus através do ministério da educação e a forma abnegada como os “Régis e Galvãos” através da Comercial Silva, Regis & Cia, cortaram da própria carne para conferir forma e visibilidade ao projeto do “Ginásio”: “Foi então, que após o balanço de dezembro daquele ano, Augusto Galvão […] fez ciente de que a firma comercial Silva, Regis & Cia doava ao futuro Ginásio a área toda no final da Rua Meirelles, esquina com a rua da Antônica e depositava cem contos de réis, para as despesas iniciais e que o Conselho da Igreja se associaria na consecução desse propósito de elevar o nível da educação de nossa juventude campoformosense” (LIMA, 1986, p. 69).

O início da construção da atual estrutura do CPAG ainda teria a contribuição do Estado Brasileiro, o que sanciona o ensino da Escritura ao afirmar que: “Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do Senhor; este, segundo o seu querer, o inclina” (Pv. 21:1). O relato que segue ratifica o ensino da Palavra de Deus: “Tenho a satisfação de comunicar a V. S. que consegui assinar o acôrdo no Ministério da Educação (I.N.E.P.) e levantar no dia 31 o auxílio de Cr$ 100.000,00 atribuído a êsse Ginásio. Com o presente segue o cheque de Cr$ 98.727,00, saldo de auxílio em causa, deduzida, apenas, 1% de comissão, despesas de selos e ágio bancário” (Ofício do Ministério da Educação referente a cheque nº 287/228-3/1 – Banco do Brasil – 03/01/1950).

A edificação do colégio, ainda teria um dos maiores símbolos de doação, abnegação, altruísmo e empreendorismo do CPAG, que foi o presbítero “Augusto de Oliveira Galvão que nasceu na fazenda dos pais no dia 17 de março de 1910. Estudou no Instituto Ponte Nova, onde se destacou pela sua profunda integridade moral e compromisso cristão. Professou a fé na adolescência perante o Rev. Cassius Edwin Bixler. Posteriormente, cursou a Escola de Comércio de Recife, voltando para Campo Formoso a fim de trabalhar no comércio com o pai. Casou-se com Aline, a filha caçula do veterano João Regis, com a qual teve as filhas Marline, Arlete e Corália. Foi eleito presbítero em 12 de fevereiro de 1942 e ordenado no dia 1º de março” (MATOS, p. 2). O presbítero Augusto Galvão exerceu um curto oficialato, foram apenas quatro anos, sua vida útil durou trinta e seis anos apenas. Contudo, o legado deixado por esse consagrado e visionário servo de Cristo, permanece em sua imponência e utilidade até os nossos dias. A década de quarenta do século passado permanecerá nos anais da história da IPCF como a “década de ouro”, período em que às imponentes estruturas físicas das instituições presbiterianas foram erigidas em tempo recorde. Este período também deixou marcas indeléveis de profunda dor na sociedade campo-formosense: “Em julho de 1946 […] Augusto Galvão foi também eleito, para representar, como presbítero a região naquele mais alto Concílio Eclesiástico. E os caminhos de Deus são só d’Ele. Naquela tarde de neblina do mês de julho, quando ele descia de Petrópolis para o Rio, em uma curva fechada […] Um pé nos freios e uma derrapagem, levou Augusto Galvão para sua romagem eterna” (LIMA, 1985, P. 70).

Não obstante este duro golpe em um tempo de intenso florescimento do trabalho presbiteriano em Campo Formoso, a graça bendita permaneceu abundante sobre o povo de Deus, de tal forma que outros personagens que marcaram a nossa rica história foram levantados para a continuidade dos trabalhos: “Os sucessores de Henry McCall no campo missionário de Campo Formoso foram os Revs. Chester Carnahan, Alexander Reese, Harold Anderson e Frederick Johnson. Este último viajou extensamente pela região e encontrou-se por duas vezes com o bando do cangaceiro Lampião […] Na primeira vez, deu-lhes algum dinheiro e exemplares do Novo Testamento. Pouco antes do segundo encontro, os bandidos, que fugiam da polícia, passaram pela fazenda Quixaba, lá encontrando somente o velho João Francisco da Cunha Regis, que lhes deu o alimento disponível (ovos e rapadura) e ofereceu a Lampião um Novo Testamento e uma Vida de Cristo, de James Stalker. Outros pastores que trabalharam naquele campo até os anos 80 foram os Revs. Antônio Elias da Silva, Aristeu Oliveira Pires, Celso Dourado Loula, Joel Cavalcanti, Cefas Reinaux de Barros, Jerônimo Rocha, Iraildo Oliveira Gomes e Adel Campos” (MATOS, p. 3).

Considerações finais

No decurso da história e pelo crescimento das instituições, os relatos orais de personagens que permanecem entre nós, revelam que o trabalho continuou vibrante, o que é provado pela criação de um internato para meninos e meninas oriundos de outros municípios e estados; um orfanato que abrigava crianças abandonadas; um acampamento evangélico no povoado de Bananeiras, município de Pindobaçu e um programa de evangelização na Rádio FM local.

A conclusão de tudo que vimos nesta abordagem panorâmica acerca da história da Igreja Presbiteriana de Campo Formoso e do Colégio Presbiteriano Augusto Galvão, nos remete a consciência da importância dessas instituições nos campos religioso, cultural, educacional e econômico na construção e sedimentação da história do Município de Campo Formoso, do Semiárido Baiano, do Estado da Bahia e da Igreja Presbiteriana do Brasil. Diante do que vimos nessa exuberante e desafiadora história dessas agências do Reino de Deus em nosso Município, como crentes herdeiros de rica teologia, não poderíamos concluir este breve relato panorâmico sem mencionar a necessidade da continuidade desse modelo abnegado e perseverante de serviço cristão, cujo objetivo pode ser percebido na pena inspirada do apostolo que disse: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm. 11: 33-36).

Referências

• A Bíblia e Hinário Novo Cântico. Traduzida em Português por João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada no Brasil, 2ª Edição. Barueri – SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2011.

• Capturado do site: https://thirdmill.org/portuguese/72519~11_1_01_9-54-08_AM~Histórico_da_Igreja_Presbiteriana_do_Brasil_1859-1959.html – em 27/08/2019 às 14:10 hs.

• Capturado do site: http://ipcachoeira.blogspot.com/p/hi.html – Histórico da Igreja Presbiteriana de Cachoeira – Rev. Gevaldo Simões – Pesquisa realizada em 27/08/2019 às 14:52 hs.

• GALVÂO, Sancha dos Santos. Saudosas Memórias – Memória da vida de uma professora evangélica no sertão do Brasil. Rio de Janeiro, 1993.

• HODGE, A. Alexander. A Confissão de Fé de Westminster Comentada. Os Puritanos. São Paulo, 1999.

• LIMA, S. Eudaldo. Os Régis da Quixaba. Memória. Brasília, 1985.

• LORDÊLO, C. Adilson. Pagai a todos o que lhes é devido a quem honra, honra. Boletim Dominical, por ocasião da Emerência do Reverendo Eudaldo da Silva Lima, 2017.

• JATOBÁ, F. Tiago. O Vento da Mudança sobre o Morro dos Alecrins: A Reação Católica à Instalação dos Presbiterianos em Campo Formoso- Bahia. Primeira Metade do Século XX. Monografia apresentada como requisito final para obtenção do titulo de licenciado em história. Jacobina/Bahia 2011.

• JATOBÁ, F. Tiago. O Pomo da Discórdia: A Criação do Ginásio Augusto Galvão. Monografia Apresentada como Requisito Final para Obtenção do Titulo de Especialista em História, Cultura Urbana e Memória. Jacobina/Bahia 2013.

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1 O reverendo Adilson Carvalho Lordêlo é pastor efetivo da Igreja Presbiteriana de Campo Formoso desde 2012. É o presidente do Conselho Deliberativo do Colégio Presbiteriano Augusto Galvão, Bacharel em Teologia, Licenciado em Pedagogia em História e Pós-Graduado em História do Brasil.


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